sexta-feira, 24 de março de 2017

Dívida Pública Portuguesa - FEV/2017 - IGCP



A dívida emitida pelo IGCP tinha, no final de fevereiro de 2017, o valor de 240.548.845.291€ .

Como sempre, apresento os números para os últimos 12 meses, para se ter uma ideia da evolução do aumento da dívida.

A variação média diária, nos períodos indicados, foi a seguinte:

(Nota: a partir de 2016, os números incluem a cobertura cambial efetuada pelo IGCP)


2017 : + 38.433.740 € (últimos 12 meses terminados em FEV/2017)
2016 : + 27.178.181 €
2015 : + 25.305.121 €
2014 : + 35.271.397 €
2013 : + 26.667.217 €
2012 : + 53.616.271 €
2011 : + 63.331.160 €
2010 : + 52.132.112 €
2009 : + 39.133.457 €

Este mês a dívida emitida aumentou 1.723.542.844 M€.

Comentários:

1. Começando 2017, grande aumento da dívida emitida.

2. Em fevereiro foram resgatados 165 M€ em certificados de aforro e subscritos 375 M€ de certificados do tesouro (saldo 210 M€).

3. 11.70% (11.70% no mês passado) do total da dívida é detida, diretamente, por particulares via certificados de aforro e certificados do tesouro. Este número inclui as novas obrigações do tesouro rendimento variável (3.450M€).

4. Em 2017, até fevereiro, apenas 12% do financiamento do Estado foi assegurado por poupança de particulares!

Até breve!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Portugal coloca 1.250 milhões com juros ainda mais negativos



Notícia aqui

Portugal voltou esta quarta-feira a financiar-se a um custo mais baixo. No total, o Tesouro português conseguiu colocar no mercado 1.250 milhões de euros em dívida de curto-prazo. Em ambos os leilões, de 6 e 12 meses, a agência liderada por Cristina Casalinho alcançou juros ainda mais negativos.

Em ambas as linhas, a procura foi amplamente robusta para atirar as taxas para mínimos históricos, isto apesar de o IGCP ter optado por colocar apenas o montante mínimo que pretendia. Conseguiu arrecadar 1.000 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a 12 meses, tendo registado um juro médio de -0,112%, abaixo do juro de -0,047% que havia observado há dois meses numa operação semelhante. E obteve ainda 250 milhões de euros em títulos a seis meses, com a taxa a situar-se nos -0,158%, que compara com os -0,091% do último leilão.

Boas leituras!

segunda-feira, 13 de março de 2017

CGD - Resultados de 2016



Há dias foram apresentados os números da CGD, referentes a 2016.

O dono da CGD é o Estado, logo se há prejuízos estes têm de ser acomodados no défice, via aumentos de capital.

A foto a 31/12/2016 da CGD era esta:

Resultado líquido em 2016 : - 1,859,900,000 € (números redondos, 1% do PIB)
Produto bancário em 2016 : 1,547,200,000 € ( - 451,200,000 €)
Custos operacionais em 2016 : 1,240,300,000 € ( - 124,400,000 €)
Resultado bruto de exploração em 2016 : 306,800,000 €  ( - 327,300,000 €)
Capitais próprios : 3,883,000,000 € ( - 2,301,000,000 €)

A CGD vai, para fazer face à degradação dos seus negócios, aumentar o capital em 2,500,000,000€.

Isto é, vai ser injetada na CGD esta quantidade insana de dinheiro para ver se até 2020 se conseguem endireitar as contas e o modelo de negócio da CGD.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Dívida Pública Portuguesa - JAN/2017 - Dados do Banco de Portugal



Evolução da dívida líquida
  • Dezembro de 2010 : 158.736 mil milhões de €€
  • Dezembro de 2011 : 170.904
  • Dezembro de 2012 : 187.900
  • Dezembro de 2013 : 196.304
  • Dezembro de 2014 : 208.195
  • Dezembro de 2015 : 218.093
  • Dezembro de 2016 : 223.830
  • Janeiro de 2017 : 224.041

Variação diária da dívida líquida:
  • 2011 : + 33.336.986€
  • 2012 : + 46.437.158€
  • 2013 : + 23.024.658€
  • 2014 : + 32.394.521€
  • 2015 : + 26.065.753€
  • 2016 : + 15.674.863€
  • 2017 : + 17.153.005€ (últimos 12 meses terminados em jan/2017)

Em jan/2017, os depósitos aumentaram cerca de 106M€ ficando acima dos 22,6 mil milhões de €.

Até breve!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Execução orçamental - JAN/2017





Na passada sexta-feira foram publicados os primeiros números de 2017.

De referir que aqui analiso apenas os numeros referentes sub/setor Estado, aka, Administracao Central.
Várias notícias deram conta deste facto

 
Aqui no blog, faço sempre a soma dos últimos 12 meses, por isso os números seguintes referem-se à comparação entre os períodos JAN/2015-JAN/2016 e JAN/2016-JAN/2017.

Receita Total : 43,939M€ ( + 835M€ ; + 1.9% )

Das quais :
Receitas fiscais : 40,043M€ ( + 1,142M€ ; + 2.9%)

IRS : 11,936M€ ( - 971M€ ; - 7.5%)
IRC : 5,087€ ( - 255M€ ; - 4.8%)
IVA : 15,099M€ ( + 413M€ ; + 2.8%)
ISP : 3,340M€ ( + 1,218M€ ; + 57.4%)

Despesa Total : 50,353M€ ( + 1,822M€ ; + 3.8%)

Despesa Corrente Primária : 42,933M€ ( + 1,531€ ; + 3.7%)
Despesa de Capital : 1,520€ ( + 163M€ ; + 12.0%)
Despesas com juros : 7,402M€ ( + 272M€ ; + 3.8%)

Saldo Primário : + 988M€ ( piorou 715M€ )

Saldo : -6,414M€ ( piorou 988M€ ; corresponde a 3.6% do PIB projetado para 2017)

Até breve!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Dívida Pública Portuguesa - JAN/2017 - IGCP



A dívida emitida pelo IGCP tinha, no final de janeiro de 2017, o valor de 238.826.302.447€ .

Como sempre, apresento os números para os últimos 12 meses, para se ter uma ideia da evolução do aumento da dívida.

A variação média diária, nos períodos indicados, foi a seguinte:

(Nota: a partir de 2016, os números incluem a cobertura cambial efetuada pelo IGCP)


2017 : + 23.491.944 € (últimos 12 meses terminados em JAN/2017)
2016 : + 27.178.181 €
2015 : + 25.305.121 €
2014 : + 35.271.397 €
2013 : + 26.667.217 €
2012 : + 53.616.271 €
2011 : + 63.331.160 €
2010 : + 52.132.112 €
2009 : + 39.133.457 €

Este mês a dívida emitida aumentou 2.543.495.979 M€.

Comentários:

1. Começando 2017, grande aumento da dívida emitida.

2. Em janeiro foram resgatados 287 M€ em certificados de aforro e do tesouro (nos certificados de aforro o saldo foi negativo em 123 M€).

3. 11.70% (11.81% no mês passado) do total da dívida é detida, diretamente, por particulares via certificados de aforro e certificados do tesouro. Este número inclui as novas obrigações do tesouro rendimento variável (3.450M€).

4. Em janeiro, apenas 11% do financiamento do Estado foi assegurado em 69.8% por poupança de particulares!

Até breve!

domingo, 19 de fevereiro de 2017



Esta notícia engana um pouco. Utiliza-se a dívida bruta em vez da dívida líquida.

Se eu dever 1000€ ao banco e tiver 500€ na conta à ordem, na realidade devo ao banco apenas 500€.

Se eu pegar em 100€ e amortizar fico a dever 900€ mas com 400€ na conta. Quanto devo ao banco?

A vantagem, é claro, é no montante de juros pagos no futuro, que serão menores.

Até breve!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Evolução relativas das receitas e das depesas



Os números que aqui vou apresentando, relativos ao défice, são da parte que nos relatórios aparece como sub-setor Estado. Depois ainda há a considerar os serviços e fundos autónomos, SS, CGA, administração local (municípios) e administaração regional (Açores e Madeira).

O quadro seguinte tem os dados, em %% relativa a 2008, da evolução (em valor, isto é, sem considerar inflação), de várias componentes desse tal sub-setor Estado.

(clicar na imagem para aumentar)

Nas receitas:
  • as correntes subiram 8%
  • as fiscais subiram 13%
Nas despesas:
  • a despesa primária subiu 12%
  • a de pessoal desceu 33% (-4,544 MM€/ano)
  • a com juros subiu 51% (+2,493 MM€/ano)
O saldo primário teve um ligeiro recuo em 2016, o que contradiz o aumento das receitas (correntes e fiscais) e que não é totalmente explicado pelo qumento das despesas com pessoal.

As despesas com pessoal passaram de 34% para 21% das receitas correntes enquanto que as despesas com juros passaram de 12% para 17% das receitas correntes.

Está aqui bem à vista um desequilíbrio fundamental nas contas, que se refletem na qualidade dos serviços público, que na minha opinião não evoluiu favoravelmente, e na falta de meios para poder investir e melhorar o retorno dado pelo Estado aos cidadãos.

Até breve!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Dívida Pública Portuguesa - DEZ/2016 - Dados do Banco de Portugal



Evolução da dívida líquida
  • Dezembro de 2010 : 158.736 mil milhões de €€
  • Dezembro de 2011 : 170.904
  • Dezembro de 2012 : 187.900
  • Dezembro de 2013 : 196.304
  • Dezembro de 2014 : 208.195
  • Dezembro de 2015 : 218.093
  • Dezembro de 2016 : 223.830

Variação diária da dívida líquida:
  • 2011 : + 33.336.986€
  • 2012 : + 46.437.158€
  • 2013 : + 23.024.658€
  • 2014 : + 32.394.521€
  • 2015 : + 26.065.753€
  • 2016 : + 15.674.863€

Em 2016, os depósitos aumentaram cerca de 3,891M€ ficando acima dos 22,5 mil milhões de €.

A dívida líquida teve um aumento ainda considerável, mas bastante mais comedido que em anos anteriores.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Execução Orçamental - Ano de 2016



Terminado 2016, podemos compara com os números de 2015.

Receita Total : 44,206M€ ( + 1,319M€ ; + 3.1% )
Das quais :
Receitas fiscais : 40,225M€ ( + 1,375M€ ; + 1.1%)

IRS : 12,214M€ ( - 481M€ ; - 3.8%)
IRC : 5,228€ ( - 20M€ ; - 0.4%)
IVA : 15,067M€ ( + 228M€ ; + 1.5%)
ISP : 3,259M€ ( + 1,142M€ ; + 54.0%)

Despesa Total : 50,363M€ ( + 1,869M€ ; + 3.9%)

Despesa Corrente Primária : 42,983M€ ( + 1,585€ ; + 3.8%)
Despesa de Capital : 1,536€ ( + 153M€ ; + 11.1%)
Despesas com juros : 7,380M€ ( + 284M€ ; + 4.0%)

Saldo Primário : + 1,223M€ ( piorou 267M€ )

Saldo : -6,157M€ ( piourou 551M€ ; corresponde a 3.4% do PIB projetado para 2016)

No mês passado escrevi:
"Continuo a achar que as contas não estão assim tão controladas. (...) As despesas correntes aumentam, mas são compensadas com o aumento das receitas fiscais, nomeadamente o colossal aumento do ISP."

O que se confirma com os números que agora apresento.

Até breve!